39
Andei todo o dia de calças bem justas ao corpo. Jeans. A costura das calças a estimular-me durante todo o dia. Como podia ter recusado o convite para jantar com o Duarte, apesar de não ter dormido nas duas noites anteriores? Estava cansada, sim, mas também excitada. E o calor.Fomos para sua casa depois do jantar. Não tornámos a foder desde que se separou da mulher. Achava-lhe mais piada quando o via aflito a tentar apagar os vestígios da minha passagem lá por casa, pela sua cama, para que a sua mulher não lhe fodesse os cornos quando chegasse.Escritor. Da treta, claro. Mas assim tinha uma desculpa para não trabalhar. E para me receber lá em casa durante o dia. As fodas não eram grande coisa e eu agarrei o primeiro pretexto, o seu divórcio, para desaparecer.Mas o calor de ontem, a tusa constante durante todo o dia, levaram-me de novo a dar a cona ao manifesto daquele caralho sempre teso, valha-me isso.Tinha um presente para mim, dissera. Pensei em vodka, pensei em cuecas comestíveis, pensei em tudo o que ele já me oferecera e pensei que não seria novidade.Enganei-me. Foi surpresa e não efectivamente presente. E nem vale a pena tentar entender o conceito que os homens fazem de presentes a oferecer.Um canal porno por cabo oferecia, no âmbito do dia da mulher, sessões contínuas de filmes com actores major cocks. E era este o presente que o Duarte tinha para mim. Puta que o pariu. Ainda se tivesse uma para me disponibilizar, in loco.Ficou a apetecer-me uma assim. Como a do Vítor que, não se acomodando ao facto de a ter bem grande, fazia questão de a aplicar o melhor possível.O mal das fodas boas é esse, depois todas as outras são medianas.

<< Home